7 Septembre 2025
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Jesus estaria nos proibindo de amar aqueles que fazem parte da nossa vida? Poderíamos pensar isto meditando este evangelho.
Imaginemos Jesus que se vê rodeado de pessoas que desejam segui-lo, imitá-lo, ou ao menos, pessoas que se deixam tocar por suas palavras. Neste episódio que nos é relatado, estamos no contexto da subida de Jesus para Jerusalém. As coisas começam a ficar mais sérias, o tom começa a subir. E “grandes multidões acompanhavam Jesus.” É neste contexto então que Ele dará as instruções do que significa segui-lo e de como segui-lo! Voltemos à nossa questão inicial: Jesus estaria nos proibindo de amar aqueles que fazem parte da nossa vida? Claro que não! Sabemos que toda fala de Jesus, todo mandamento que Ele nos dá concretiza-se no ato de amar ao próximo. Mas então, o que Jesus quer dizer quando nos fala: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo”? Ele quer nos dizer que a única maneira de amar verdadeiramente, de se doar verdadeiramente é quando nosso amor por Ele está em primeiro lugar. Ele está nos dizendo que quando Ele, Jesus, está no centro da nossa vida, todo o resto fica em seu devido lugar, nem mais, nem menos, mas em seu devido lugar. Então, o que podemos nos perguntar é: Jesus está no primeiro lugar em nossa vida? Minha relação com Ele é uma prioridade? Sabemos que temos nossos limites, que temos nossas fragilidades. Mas o Senhor também sabe. E ainda assim Ele nos pede para escolhê-lo, Ele nos pede para colocá-lo no primeiro lugar. E por quê? Porque somente Ele pode nos ensinar o que é o verdadeiro ato de amar: doar-se e entregar-se até o fim! E Ele nos ensina porque Ele o fez, concretamente!
Amar Jesus e deixá-lo ser a prioridade em nossa vida é aprender a amar de maneira nova, pois o amor que somos chamados a viver não é um amor que depende de nossos sentimentos nem de nossa maneira de ver ou acolher o mundo e as pessoas, nem tão pouco, da maneira como o mundo ou os outros nos veem, mas o amor que somos chamados a viver é este amor que, enraizado em Cristo, acolhe, levanta e sustenta aquele que precisa. Isto significa carregar sua cruz.
Quando Jesus diz às grandes multidões essa palavra forte: “quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo”, nessa palavra de Jesus duas coisas são essenciais: carregar a cruz e caminhar atrás dele. Os dois são necessários porque Jesus nos recorda que Ele é o modelo, Ele nos recorda que Ele dá o sentido profundo àquilo tudo que podemos atravessar e viver. Somente assim nosso ato de amar se torna fecundo e responsável. Como nos mostra Paulo na segunda leitura: o amor por Cristo o fez amar Onésimo como um irmão, e cuidar dele mesmo estando preso!
Irmãos e irmãs, renunciar a tudo para ser discípulo de Jesus não significa perder, jamais! Porque quem segue o Cristo não perde nada, ao contrário, ganha tudo, porque ganha a verdadeira vida! Renunciar a tudo para ser discípulo de Jesus é tê-lo como o mais importante. É colocá-lo no primeiro lugar da nossa vida! E assim fazendo, cada um de nós encontra a justa maneira de amar, cada um de nós encontra o verdadeiro sentido da vida: doar-se inteiramente aos irmãos, com os olhos fixados em Jesus!